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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"FELICIDADE"

Faz tempo que não posto nada
Acho que estava esperando algo novo acontecer.
E não é que aconteceu!


Minha estréia no palco. 
Num grupo de Teatro Amador da USF (Universidade São Francisco- Bragança Paulista). Grupo esse, ao qual faço parte, a menos de um ano.
Foi no dia 08/10/2011.
Na peça "FELICIDADE", dirigida por Cris Pacheco.
Na verdade foi a estréia de outros membros do grupo também.
Resultado dessa experiência.....!!!!

  
Eu estou em êxtase, até agora.



                Mais do que “ o beijo dela ser mais viciante do que LSD”.



                Fazer o que fizemos no sábado, uau!.



                A todos, Parabéns !



                Como todos conseguiram se agigantar. Tornando seus (nossos) medos, em seu  grande aliado.



                Acabei por descobrir uma “droga” orgânica.Onde seu efeito colateral, é o riso, os aplausos.



                Ecologicamente correta, politicamente correta. Onde nenhuma outra droga sintética poderia me levar, tenho certeza disso.  



                Essa “droga” conseguiu aguçar todos os meus sentidos. Conseguiu agitar meu coração, tornando-o eufórico e tão grande que o espaço em meu peito ficou pequeno para contê-lo . Tenho certeza de que o mesmo aconteceu aos outros, principalmente, aos que experimentaram isso, pela primeira vez, como eu



                Mostrou-me que estar onde estivemos no sábado, é onde quero estar por muito e muito tempo.



                Quero aprender sempre, quero descobrir, me re-descobrir, quero me re-inventar em todas as possibilidades que tiver. Quero me desconstruir, me desestruturar, e voltar cada vez mais forte, cada vez melhor como pessoa. Quero me divertir, inventado histórias, contar a história, contar estórias,

               

                aprender a construir personagens.



                Quero estar com vocês.



                Ou roubando a frase do Luis “estar aqui!” Exatamente onde estivemos.



                Nem preciso fechar os olhos para ouvir o riso da platéia, os aplausos em pé.



                Que sensação. 
                Quero mais. 
                Quero tentar de novo. 
                Mais e mais vezes.
                Sempre.


 Marcollito



PENSAMENTO:

"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida.
É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais assusta.
Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso, fabuloso? Na verdade, quem é você para não ser?
Você pretendendo ser pequeno não serve ao mundo.
Não tem nada de iluminado no ato de se encolher para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.
Nascemos para manifestar a glória do espírito que está dentro de nós.
Não está só em alguns de nós; está em todos nós.
E à medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros fazerem o mesmo.
À medida que libertamos nosso medo, nossa presença liberta outros"

(Mandela)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Turbilhão....

Há tanta urgência...
Um turbilhão de emoções, pensamentos, sentimentos.
Há uma necessidade quase que incontida de rasgar as máscaras, e de parar com as sabotagens.
Me livrar da dívida emocional, e começar do zero.

Fazendo uma revisão sobre a vida que vivi, as escolhas que fiz.. E diga-se que escolhi me preservar, evitando a dor, e para isso acontecer, deixei de experimentar, deixei de arriscar, deixei de me surpreender, não permiti me deslumbrar com a vida. Engoli todo tipo de sentimento, os "bons" e os "ruins", desliguei parte do mundo para reprimi-lo.
Por medo de minha raiva, por achar que ela se tornaria algo incontrolável, me tornaria num "monstro" descontrolado e destruidor, me zanguei comigo mesmo, causando talvez, estrago maior do que poderia imaginar. 
Por achar que o outro fosse frágil, deixei de expressar meus reais sentimentos. Mesmo quando fui vítima de mágoas, para não estar só, não deixar de ser (supostamente) amado, fui vítima de mim mesmo. 
Insisti em me fazer pequeno, imperceptível. Anulei minha existência, na esperança apenas de que o outro pudesse me notar, e perceber quem sabe, a minha necessidade. 
Necessidade de carinho, atenção. De ser aceito. Perdoado por meus sentimentos tão assustadores. 
Perdoado por sentir raiva.
Raiva, por minha mãe ter morrido. 
Raiva por não ter sentido seu amor. Presenciado seu sorriso. Por não ter os braços para me aconchegar quando o mundo parecia tão assustador. 
Raiva por não ter tido sua referência de amar.
Raiva por não ter convivido com meu pai, (no fim acho que ele estava tão ou mais assustado do que eu, e quem sabe também com muita raiva). 
Raiva por não ter me permitido ser livre para experimentar todas as minhas mágoas, dores e perdas.
Hoje tenho raiva por não ter sido honesto com meus sentimentos. Por não ter chorado, quando era o melhor a se fazer. Por não ter permitido meus acessos de raiva, de indignação, de descontrole. Por não ter gritado. Por não ter sido verdadeiro com estes sentimentos e permitido que eles fossem expressos do jeito que fossem.
Raiva por ter achado que as pessoas fossem mais frágeis do que realmente são, e de que não poderiam ser contrariadas, magoadas. 
Raiva por não ter dito eu te amo o suficiente e para as pessoas que mereciam ter ouvido isso de mim. 
Raiva por não ter aceitado os amores que se mostraram a mim.
Raiva por não ter tido a coragem de me desarmar para sentir, por não estar disponível para mim mesmo e para as pessoas com as quais me preocupo, e poder experimentar mais a vida.
Raiva por ter feito escolhas que no fim se mostraram erradas (apenas por elas terem se mostrado mais como escolhas sabotadoras), no final acho que por intuição sabemos que estamos fazendo escolhas erradas, mesmo que elas venham cobertas com a desculpa de que "fazer escolhas erradas é melhor do que não fazer escolha alguma".
Raiva por saber que encontrei verdadeiros anjos, e de saber da importância que eles tiveram em minha vida e que por medo da verdade dos meus sentimentos, permiti que se fossem, restando apenas o cruel sentimento de te-las perdido. Mesmo sabendo que elas poderiam ter partido de qualquer jeito, por suas livres escolhas.
Há urgência.....
Na aceitação de meus sentimentos.
Não permitindo que eles sejam presos na armadilha da não aceitação, pois isso só me faz usar defesas e exaure minhas energias.


"- Lembre-se: Você não tem a obrigação de mentir para ninguém. Você sempre deve a si mesmo a verdade.
 Somados os prós e os contras, só você pode fazer por si mesmo o que for melhor. De que adianta sua vida, se o que a rege for outra coisa que não, a busca da verdade sobre si mesmo.
 Os seus sentimentos muito lhe podem dizer sobre o mundo e sobre você mesmo, mas eles não podem ser considerados evidências para provar seu valor. Não é simplesmente porque você tem sentimentos de raiva que você será uma pessoa "ruim", assim como sentimentos altruístas não fazem de você, necessariamente, uma "boa" pessoa.
 Para se livrar da dívida emocional, você precisa se aceitar a si mesmo, o que há de humano em você, incluindo defeitos. Você precisa aceitar a ideia de que - mesmo você sendo imperfeito como é - ainda assim é digno de consideração e que você e seus sentimentos tem importância. Você tem que se responsabilizar por seus sentimentos e aprender a se amar o bastante para atuar sobre eles. Isto significa que se você sentir alguma coisa, você tem que ter coragem de manifestá-la. Se você nem mesmo pode ter a liberdade de sentir, você está em servidão, independentemente da liberdade da sociedade em que você vive. Em qualquer lugar ou ocasião, os sentimentos são os senhores da situação. 

Seja lá qual for a pessoa que o considere inaceitável porque você manifesta seus sentimentos, ela é alguém que não quer que você seja real - provavelmente você pode viver sem ela." 
- A linguagem do Sentimento - David .Viscott