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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Amor estranho amor

Como se ama de verdade?
Como permitir ser amado, sem se defender?
Me pego refletindo se algum dia em minha vida eu o soube fazer, sem  sentir a necessidade de me proteger.
Me parece que em todos eles estive sempre me preparando para a despedida.
"sabotando toda possibilidade de permanecer por mais tempo"
Na verdade nunca soube lidar com as perdas.
Sempre achei isso inevitável.
Mas na tentativa de doer menos, não me permiti desfrutar do melhor.
Será que o amor que supostamente ofereci, o fiz de verdade? 
Ou foi outra coisa?
Necessidade talvez?
Oportunidade?
Qual a qualidade dos relacionamento que criei?
Algumas pessoas com as quais caminhei, e permiti desfrutar esse suposto sentimento, o nome na verdade não importa,ficaram na distância de meu corpo mas na proximidade de meu coração.
Daquele jeito que me faz sorrir ao lembrar dos momentos vividos juntos.
Daquele que me faz sentir que os momentos em que estivemos juntos, foram costurados de tal forma que não deixaram a cicatriz da despedida ser o fato mais importante desta história.
Sinto saudades deste sentimento.
Na verdade gostaria de ter permanecido por mais tempo.
Ou melhor.
Gostaria de ter mantido estas pessoas bem próximas de mim, se não para desfrutar o contacto de seus corpos ao menos o contacto com suas almas ou como o disse bem, Ana Jácomo.

"E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras."

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