E nessa tentativa de coragem desse olhar para dentro, ousar a experiência de vir para fora. Expondo opiniões pessoais.
Desafiando o sentimento de ouvir criticas, sejam elas quais forem.
Ou ainda o pior de todos, correr o risco disso tudo ser indiferente a quem quer que seja.
Para muitos isso pode ser insignificante, mas sei do peso que isso representa para mim.
Não sou erudito, nem poeta, muito menos escritor. Sou apenas um homem comum, semelhante a todos. E que traz consigo somente, a incrível experiência comum a todos, o da existência.
Perdoem os muitos erros de português, que com certeza irão surgir. Tentarei me perdoar também.
" Dos muitos segredos que guardo, há tantos que não ouso revelar nem a mim mesmo"
Li recentemente, e continuo lendo. Acho que virou um livro de consulta. O EFEITO SOMBRA, escrito a três mãos, Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson.
Livro esse, que me foi presenteado por uma pessoa que guardo um enorme carinho, e que parece que soube ler o momento exato pelo qual eu estava passando.
Devo confessar que para mim foi revelador, e me fez perceber o quanto podemos nos sabotar durante uma vida toda, e nem nos darmos conta disso.
O quanto carregamos de nossas emoções e sentimentos passados, como cargas desnecessárias e que apenas dificultam nossa caminhada.
O quanto insistimos em manter aprisionado a criança que fomos, numa tentativa de resgatar e resolver dores, ressentimentos, mágoas vividas. E o quanto nossas ações presentes são motivadas por esses sentimentos.
É preciso aprender a se libertar do passado.
É preciso aprender a perdoar e principalmente a nos perdoarmos, a termos compaixão, por nós e pelos outros.
"O importante é o primeiro passo"
Resolvi aqui, tomar posse de um texto escrito por Ana Jácomo, que retirei de seu blog.
E acredito que ela conseguiu através de seu texto, usar as palavras certas para descrever acredito, não só a mim.
Penso que o sentido de "dar à luz", é o de trazer para a luz, permitir que siga seu caminho, seu destino, suas escolhas, o de realizar-se através de sí mesmo. E de que ao ser trazido à luz, perdemos a sua posse.
Desejo que este texto siga seu destino, acredito que a autora dele compreende isso.
Reencontro
Eu vim aqui me buscar. E aqui parecia ser longe, muito longe do lugar onde eu estava, o medo costuma ver as distâncias com lente de aumento. Vim aqui me buscar porque a insatisfação me perguntava incontáveis vezes o que eu iria fazer para transformá-la e chegou um momento em que eu não consegui mais lhe dizer simplesmente que eu não sabia.
Vim aqui me buscar porque cansei de fazer de conta que eu não tinha nenhuma responsabilidade com relação ao padrão repetitivo da maioria das circunstâncias difíceis que eu vivenciava.
Vim aqui me buscar porque a vida se tornou tediosa demais. Opaca demais. Cansativa demais. Encolhida.
Vim aqui me buscar porque, para onde quer que eu olhasse, eu não me encontrava. Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e, embora persistisse em acreditar que ela reclamava de outras ausências, a verdade é que o tempo inteirinho ela falava da minha falta de mim.
Vim aqui me buscar porque percebi que estava muito distante e que a prioridade era eu me trazer de volta. Isso, se quisesse experimentar contentamento. Se quisesse criar espaço, depois de tanto aperto. Se quisesse sentir o conforto bom da leveza, depois de tanto peso suportado. Se quisesse crescer no amor.
Vim aqui me buscar, com medo e coragem. Com toda a entrega que me era possível. Com a humildade de quem descobre se conhecer menos do que supunha e com o claro propósito de se conhecer mais.
Vim aqui me buscar para varrer entulhos. Passar a limpo alguns rascunhos. Resgatar o viço do olhar. Trocar de bem com a vida. Rir com Deus, outra vez.
Vim aqui me buscar para não me contentar com a mesmice. Para dizer minhas flores. Para não me surpreender ao me flagrar feliz. Para ser parecida comigo. Para me sentir em casa, de novo.
Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração.
Texto de Ana Jácomo
Obrigado!
Espero que, a partir deste início. Por possuir todas as semelhanças possíveis com quem quer que seja, por escrever utilizando uma linguagem comum e passível de todos os tipos de erros gramaticais e ortográficos, eu possa partilhar essa minha experiência. Que com certeza, não tem nada de incomum. Afinal fazemos parte de uma mesma experiência humana.
Tentarei ser não muito auto-crítico.
Afinal já me castiguei demais.
Termino com esse texto que recebi por e-mail, e que me parece que foi utilizado por Nelson Mandella em um discurso.
"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida.
É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais assusta.
Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso, fabuloso? Na verdade, quem é você para não ser?
Você pretendendo ser pequeno não serve ao mundo.
Você pretendendo ser pequeno não serve ao mundo.
Não tem nada de iluminado no ato de se encolher para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.
Nascemos para manifestar a glória do espírito que está dentro de nós.
Nascemos para manifestar a glória do espírito que está dentro de nós.
Não está só em alguns de nós; está em todos nós.
E à medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros fazerem o mesmo.
À medida que libertamos nosso medo, nossa presença liberta outros"
(Mandela)
(Mandela)

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